Projeto ponto firme faz desfile emocionante no primeiro dia de SPFW

O projeto criado pelo Gustavo Silvestre, desenvolvido por detentos da penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos (SP) deixou o público impressionado com cada detalhe do desfile. O Projeto Ponto Firme começou com simples aulas, dadas pelo Silvestre com foco em ensinar a técnica do crochê e oferecer uma alternativa para os detentos se profissionalizarem. Com o passar do tempo, desenvolveu uma coleção de roupas .Com isso, começaram a trabalhar com força e aumentaram o tempo de oficina. O desfile no SPFW mostrou outros caminhos possíveis de reintegrá-los na sociedade, valorizando o trabalho de forma criativa.

São 72 horas de aulas, dividida por 24 encontros, onde começam aprendendo pontos simples e confeccionando jogos americanos. Além de receberem um certificado ao final dos módulos do curso (básico, intermediário e avançado), os detentos têm reduzido um dia de sua pena a cada 12 horas no projeto

Em apenas dois anos de existência, o Ponto Firme já formou cerca de 100 pessoas. “Já encontrei alunos que, em liberdade, continuaram a desenvolver o crochê e fazem muitos planos por meio dele”, diz Gustavo.

No desfile, os criadores abordaram mensagens relatando sobre o próprio cotidiano na prisão. Com mensagens como "Deus é justo” ou “Liberdade para todos” e alusões ao Racionais, os looks como jaquetas com mangas abertas e detalhes coloridos, barrados de crochê, vestidos sereia e bolsas foram usados por alguns modelos ex presidiários, fora dos padrões, e com muita diversidade.

O desfile aconteceu neste sábado, (21\04), no Pavilhão de culturas brasileiras e depois ficarão expostas no Museu da Resistência, dentro da Estação Pinacoteca, em São Paulo.

Como os presidiários não puderam assistir à apresentação, Silvestre organizou uma prévia do desfile na Penitenciária. O designer ainda tem planos de abrir uma cooperativa de crochê para acolher ex-presos e dar a eles a oportunidade de trabalhar.

Ass.: Jesika Vieira

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